segunda-feira, 1 de agosto de 2011

ATO DEVOCIONAL

Ato devocional é uma ação praticada a partir de nossa fé nos poderes do nosso divino criador Olorum e nos dos nossos Sagrados Orixás.

          Nossa fé é o elo com os poderes deles e além de canaliza-los e direciona-los para onde e para quem queremos ajudar, a força da nossa fé alimenta toda a ação que estará sendo realizada para os beneficiários do nosso ato devocional, que tem um momento para começar, mas que se desdobra no tempo e se prolonga na vida das pessoas beneficiadas.
          Todo ato devocional se sustenta nos nossos sentimentos de fé, amor, compaixão e piedade para com nossos semelhantes, aos quais queremos vê-los bem e atendem aos propósitos divinos, pois são através deles que os poderes de Olorum e dos Sagrados Orixás fluem para as pessoas beneficiarias da nossa devoção religiosa, sustentadora de todos os nossos atos em prol dos nossos semelhantes encarnados e os desencarnados, mas que também necessitam do nosso auxilio.
          O ato devocional umbandista, quando praticado com amor, compaixão e piedade para com os espíritos sofredores é tão poderoso que de nossas mãos saem feixes de luzes que os envolvem e cura-os, que os aliviam de seus sofrimentos e pacificam seus íntimos, atormentados pelos rigores da lei para com os que, aqui na terra, se entregaram de corpo e alma às coisas mundanas e se esqueceram de que a vida não se acaba com a morte do corpo físico, mas sim, se prolonga no plano espiritual, onde haveremos de colher os frutos de nossa passagem terrena, materialista ou espiritualizadora.
         O umbandista deve crer no poder do nosso divino Criador Olorum e no dos Sagrados Orixás, as potencias criadoras e governadoras da Criação.
         O poder do ato devocional umbandista é tão grande que, quando direcionado para alguém necessitado, dispensa a ida da pessoa à natureza e tudo acontece a partir de uma única vela, de um copo com agua, de um ramo de erva e de uma oração em beneficio dos necessitados.
         Poucos prestam muita atenção às recomendações dos guias espirituais quando eles mandam os consulentes acenderem uma vela em sua casa para Deus e determinado Orixá, mas o guia esta praticando um ato devocional, pois estará na casa da pessoa e, após ela fazer o que foi pedido, ele ativará, através de um ato devocional, o poder do Orixá em beneficio da pessoa necessitada, inundando sua casa e sua vida com as luzes vivas e divinas, que tem poder de realização porque proveem diretamente dos seus irradiadores divinos. 
 - Como auxiliar espíritos sofredores na Luz de Pai Oxalá.
"Cada espirito sofredor que você ajuda é uma luz que ascende em sua coroa."   - Pai João de Mina -
- Acender uma vela branca de 7 dias;
- Elevá-la acima da cabeça, Consagrando:
“Consagro essa vela ao Divino Criador Olorum, ao Pai Oxalá, a todos os meus Orixás Pessoais, aos meus Guias e Protetores espirituais. Amém!”
 - Colocá-la sobre o altar. Ajoelhar-se, elevar as mãos na altura da chama da vela e fazer esta oração:
     “Meu Pai Oxalá eu Vos clamo que envie a Sua Luz Viva e Divina da Fé para a chama esta vela e que ela envolva-me completamente e, a partir de mim, projete-se para toda esta minha casa, pra todos os meus familiares que aqui vivem comigo, para todas as nossas Forças Naturais, Espirituais e Divinas e que, a partir de cada um de nós Ela projete-se ao infinito, alcançando tudo e todos que estiverem ligados a nós negativamente ou conosco tenham se antagonizado, alcançando todos os espíritos sofredores alojados dentro da minha casa ou dos meus campos vibratórios, neutralizando todos os seus negativismos, decantando todos os seus sentimentos negativos, purificando-os e transmutando-os, positivando-os, reordenando-os, reequilibrando-os e encaminhando-os para os seus lugares na Criação. Amém!” 
Pai Rubens Saraceni

terça-feira, 17 de maio de 2011

A importância da educação mediúnica

Mitos e Preconceitos
 “Desenvolver a mediunidade não significa dar algo a quem não está habilitado para recebê-lo, mas sim, em habilitar alguém a assumir conscientemente o Dom com o qual foi ungido. Ao contrário do que apregoam, mediunidade não é punição, e sim benção divina, concedida ao espírito no momento em que encarna.”
A educação mediúnica é de suma importância para quem realiza práticas magísticas ou religiosas de fundo espiritual, espiritualista ou espiritualizador.
Quando alguém adentrar pela primeira vez num templo de Umbanda, notará que os praticantes fazem certas saudações rituais de significado ou valor por eles desconhecidos. O comportamento exterior dos praticantes se altera, eles se tornam diferentes dentro do recinto consagrado às práticas religiosas.
Tudo isto faz parte de educação mediúnica e os comportamentos têm de estar afinizados com o que se realiza dentro de um espaço consagrado.
Mas até aqui, ainda estamos abordando aspectos exteriores da formação religiosa, pois ao nos voltarmos para o interior dela, deparamo-nos com a educação mediúnica. Para colocar o médium em sintonia com o mundo invisível, cria-se toda uma pré-disposição às manifestações espirituais e aos rituais magísticos.
A educação mediúnica é muito importante, pois só se reeducando internamente um médium alcança níveis vibratórios mentais e conscienciais que lhe facultam os níveis espirituais superiores a sintonização mental com seu mestre individual a neutralização de possíveis vícios antagônicos (fumo e álcool, utilizados nos trabalhos) com as práticas religiosas e a compreensão ou percepção do que está acontecendo à sua volta, mas que não está visível, assim como do que está acontecendo dentro de seu campo mediúnico. Quando bem educado mediunicamente, sua sensitividade é capaz de identificar presenças positivas ou negativas que adentram em seus limites vibratórios.
Aí temos em poucas linhas, um apanhado de como a boa educação mediúnica auxilia os praticantes ou médiuns.
Mitos
Os mitos sempre têm um pouco de verdade e um pouco de fantasia.
É comum dizer-se que quem desenvolve sua mediunidade torna-se mais capaz do que aquele que não a desenvolve. Isto é uma verdade somente se aquele que se desenvolveu mediunicamente também compreendeu os compromissos que assumiu. Mas é pura fantasia se ele nada entendeu sobre seus compromissos.  Uma vez que  adquiriu um poder relativo,  começa a se chocar com um poder absoluto, que é a Lei de Ação e Reação; assim, sua suposta superioridade logo o lança em um sensível abismo consciencial.
Portanto, quando o assunto é mediunidade, todo cuidado é pouco e toda precaução não é o suficiente, se não estiver presente uma forte dose de humildade e compreensão de que um médium não é um  fim em si mesmo, mas sim  tão somente um meio.
Preconceitos
Muitos são os preconceitos quanto à educação mediúnica. Muitas pessoas temem certas inverdades  divulgadas à solapa por desconhecedores das religiões espiritualistas.
Vamos a algumas colocações correntes que pululam no meio religioso:
·        a mediunidade é uma provação purgatória;
·        a mediunidade é uma punição cármica;
·        a mediunidade escraviza os médiuns;
·        a mediunidade limita o ser.
Comecemos por desmentir estas colocações negativas:
1 – mediunidade não é uma provação purgatória, mas sim uma provação Divina e um Dom que aflorou no ser que alcançou uma certa etapa evolutiva e assumiu um compromisso no plano astral antes de encarnar. Se bem desenvolvida, irá acelerar sua evolução espiritual;
2 – não é uma punição cármica, mas sim um ótimo recurso que a Lei nos facultou para nos harmonizarmos com nossas ligações ancestrais;
3 – não escraviza o médium, apenas exige dele uma conduta em acordo com o que esperam os espíritos que através dele atuam no plano material para socorrer os encarnados necessitados tanto de amparo espiritual quanto de uma palavra de consolo, conforto ou esclarecimento;
4 – não limita o ser, pois é um sacerdócio. E, ou é entendida como tal ou de nada adianta alguém ser médium e não assumir conscientemente sua mediunidade;
Para concluir, podemos dizer que a mediunidade, por ser um Dom, tem de ser praticada com fé, amor e caridade. Só assim nos mostramos dignos do Senhor de Todos os Dons: nosso Divino Criador!
(texto extraído do livro “O Código de Umbanda”, pág. 589.)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

As Velas


 As velas, em si, são um mistério religioso disseminado por todas as religiões do mundo e só algumas não as adotam. Mas se soubessem que elas têm uma utilidade importantíssima, com certeza também adotariam o seu uso durante seus rituais.
As velas são um substituto muito prático às piras ardentes da antigüidade, nos remotíssimos cultos às divindades do fogo, saudadas com tochas ardentes ou fogueiras.
Ninguém pode afirmar ao certo quando começou o uso das velas, pois com certeza quem as inventou tinha outros objetivos em mente.
O fato é que as velas são um mistério em si e, quando acesas magística ou religiosamente, são um poderoso elemento religioso mágico, energético e vibratório que atua no espírito de quem receber sua irradiação ígnea.
O uso religioso das velas justifica-se porque quando as acendemos, elas tanto consomem energias do "prana" quanto o energizam, e seus halos luminosos interpenetram as sete dimensões básicas da vida, enviando a elas suas irradiações ígneas.
É essa capacidade das velas que as tornam elementos mágicos por excelência, pois por meio de suas irradiações e suas vibrações incandescentes é possível todo um intercâmbio energético com os seres que vivem nas outras dimensões e com os espíritos estacionados nas esferas ou níveis vibratórios positivos e negativos.
Essa capacidade delas justifica seu uso até quando são acesas para o espírito de alguém que desencarnou, pois ele irá receber um fluxo luminoso, curador de seu corpo energético, fortalecedor de seu mental e terá seu emocional reequilibrado, caso tenha sido atraído pelo magnetismo de uma esfera ou nível vibratório negativo. Mas caso esteja em alguma esfera positiva e luminosa, também receberá o fluxo da vela do mesmo jeito, incorporando-o ao seu corpo energético e fortalecendo seu magnetismo mental.
Saibam que o fluxo irradiante de uma vela, se for ativado por sentimentos virtuosos, é muito positivo e gratificante a quem o receber.
Agora, se os sentimentos de quem a ativar magicamente forem negativos, o fluxo será desenergizador, desmagnetizador, emotivo e poderá romper a aura da pessoa à qual for direcionado, assim como poderá "queimar" o corpo energético dos espíritos alvos de suas irradiações ígneas.
Só que, no caso de quem ativa negativamente uma vela contra alguma pessoa ou espírito, acontece uma reação imediata e fulminante da Lei Maior e da Justiça Divina, pois quem a ativou perdeu sua própria luz e, com o tempo, a dor de quem foi atingido retornará e o atingirá com o rigor da lei.
Portanto, uma vela só deve ser acesa por um bom motivo e por sentimentos virtuosos, pois, na mesma proporção, a Lei Maior retribuirá com luz Divina quem deu luz a alguém necessitado ou merecedor de suas irradiações.
O ato de acender velas brancas ao Anjo da Guarda é muito positivo e funciona mesmo. Ele tanto a usará para atuar em favor da pessoa guardada por ele, quanto para energizar-se com uma irradiação ígnea poderosíssima, capaz de acelerar imediatamente suas vibrações e expandir suas irradiações mentais, pois como já comentamos, seu mental será fortalecido.
As velas usadas nos templos têm o poder de consumir as energias negativas e os miasmas que são descarregados pelos seus freqüentadores dentro do seu campo eletromagnético, assim como, num intercâmbio energético, recebem da divindade à qual foram consagradas um fluxo de energia Divina que se espalha pelo altar e irradia-se pelo espaço interno, alcançando quem se encontrar dentro dele.
Magisticamente, as velas criam passagens ou comunicações com outras dimensões da vida e tanto podem enviar-lhes suas energias, como podem retirar delas as que estão sendo necessárias a alguém.
Por isso, toda oferenda, ritual ou solicitação de auxílio às divindades e aos guias e protetores espirituais deve ser precedida do ato
de acender uma ou várias velas, pois suas ondas serão usadas no retorno e trarão a quem oferendou ou solicitou auxílio um fluxo energético natural (de elemento), ou Divino (de divindade), ou espiritual (do espírito guia).
Em magia, o uso de velas é indispensável, porque são elas que projetam ou captam as energias mais sutis, assim como abrem campos eletromagnéticos limitados ao campo ativo delas, mas que interpenetram outras dimensões, esferas ou níveis vibratórios.
Quando um desses campos eletromagnéticos é aberto magisticamente, ele permanecerá ativo até que seja fechado ou redirecionado contra quem o ativou. Isso caso seja uma magia negativa, pois caso ela seja positiva, não há por que fechá-lo, certo?
O fato é que a umbanda e outras religiões recorrem intensamente ao uso das velas e as usam:
• Para iluminar seus altares e suas casas das almas ou cruzeiros;
• Quando oferendam as divindades ou os guias protetores;
• Para magias positivas ativadas para cortar demandas, magias negras, feitiços, encantamentos etc.
Os resultados são ótimos e, na maioria das vezes, benéficos, pois só se beneficia realmente quem é merecedor, já que o uso das velas atende a necessidades religiosas regidas pela Lei Maior e pela Justiça Divina em seus recursos mágicos.
Magias negativas, tais como acender vela preta em cima do nome ou da fotografia de alguém; escrever o nome de alguém em uma vela e depois acendê-la de ponta-cabeça; acender velas para "amarrar" marido, amante ou namorado; acender velas para fechar os caminhos ou as portas de alguém ou para "afundar-lhe" a vida são entendidas como fraqueza ou negatividade de quem o faz e não demora muito para que a Lei Maior e a Justiça Divina providenciem os merecidos choques de retorno ou punições exemplares a quem recorre a essas magias condenáveis.
Tudo é só uma questão de tempo, pois se podemos agir positivamente, então nada justifica o mau uso que dão às velas e aos mistérios mágicos negativos que são ativados quando são acesas com interesses mesquinhos ou desumanos.
É muito positivo acender uma vela branca de sete dias sobre a fotografia de uma pessoa que esteja doente ou desenergizada, pois enquanto durar a chama ela vela um halo luminoso (que não é a aura) permanecerá em torno da pessoa doente, retirando do seu corpo energético os acúmulos de energias enfermiças. E, caso a pessoa esteja desenergizada, a sua aura absorverá do halo tantas energias quantas forem possíveis.
A vela deverá ser colocada sobre a cabeça da pessoa doente ou desenergizada retratada na fotografia.
Caso a pessoa esteja sofrendo por causa de uma magia negra, deve-se firmar sobre sua cabeça, na fotografia, uma vela branca de sete dias, e firmar em cruz e, fora da fotografia, outras quatro velas de sete dias, mas nas cores azul-escuro, amarelo, vermelho e laranja.

• A vela azul deve ficar diante da cabeça: norte.
• A vela laranja deve ficar diante dos pés: sul.
• A vela vermelha deve ficar à direita: leste.
• A vela amarela deve ficar à esquerda: oeste.

Tendo formado a cruz, deve-se clamar por Deus, pela Sua Justiça Divina e pela ação de Sua Lei Maior, pedindo que aquela pessoa seja purificada e livrada de quaisquer magias negativas, de atuações de espíritos trevosos, de maldições, de mau-olhado, de pragas e que quem as projetou, que as receba de volta até que venha a ser purificado tanto pela Lei Maior quanto pela Justiça Divina.
Também se deve clamar à Lei Maior e à Justiça Divina se houver algum ponto mágico negativo firmado ou alguma magia negativa e seu respectivo campo eletromagnético ativados contra a pessoa na fotografia para que no poder da Lei Maior e da Justiça Divina sejam diluídos, purificados e fechados, deixando de existir tanto no plano material quanto espiritual, para que deixem de atuar negativamente contra a pessoa.
Deve-se, ainda, clamar à Lei Maior e à Justiça Divina que, caso algumas entidades negativas tenham sido ativadas magicamente contra a pessoa na fotografia, então que a Lei Maior e a Justiça Divina as redirecionem, segundo a lei de causas e efeitos, e que cada um receba segundo seu merecimento.
Fim de uma magia negativa!

quarta-feira, 2 de março de 2011

O Principe das Trevas - Na Obra de Rubens Saraceni

O Principe das Trevas - Na Obra de Rubens Saraceni
Organizado e Comentado por Alexandre Cumino


Lúcifer, Satã, Satanás, Capeta, Demônio, Belzebu, Tinhoso, Chifrudo, Coisa Ruim, Principe das Trevas etc...
O que seria isto à Luz da Umbanda?

A Umbanda não crê em “demônio”, da forma como foi idealizado no Cristianismo e mais especificamente no Catolicismo ou no Islã, no entanto muitas vezes nos deparamos com “Mistérios Negativos” ou “Mistérios Divinos” assentados em faixas negativas, a que nós chamamos trevas, que outros identificam com a palavra católica ou popular “inferno”, e nos questionamos acerca de nossa ignorância sobre os mesmos. Afinal Inferno não é um estado de espírito, ou região astral criada pelo psiquismo dos que estão mentalmente nesta condição? No entanto me parece que algumas regiões negativas foram criadas antes que ali chegasse o primeiro ser infernal, ou melhor trevoso, bem me desculpe apenas um ser (filho de Deus) negativado. Não é fácil avaliar quem desce as trevas, afinal muito amor deve ter a mãe ou o pai que vai visitar ou resgatar um filho na cadeia, numa zona de meretrício ou numa “cracolândia”. Mas nem sempre esta mãe ou pai, por mais amor que tenha pode ir desprotegida (o) demosntrando sua fragilidade e mesmo porque para entrar em certos lugares não se pode ser frágil.
Lendo a obra psicografada por Rubens Saraceni nos deparamos muitas vezes com mistérios da criação em suas realidades negativas que em outras obras nem de perto nos foram apresentados e muito menos de tal forma.

Em A Evolução dos Espíritos tomamos conhecimento de um Avatar, um Demiurgo, que em uma era desconhecida para nós, Era Cristalina, talvez a mítica Atlântida, que encarnou e chamou a si todos os filhos de Deus negativados para recolherem-se com ele nas faixas negativas do astral.

Esta seria uma forma de entender o mítico Lúcifer-yê, um mistério assentado nas Trevas para recolher os que ficam pelo caminho.

No Cavaleiro da Estrela Guia nos deparamos com “O Próprio Ser Infernal” que invade a “Assembléia Sinistra” com o objetivo específico de levar consigo o Cavaleiro, que mergulha na dor e nas trevas.

Nas palavras do Cavaleiro da Estrela da Guia:

O que me aconteceu? O horror, o pavor, o medo, a angústia, a aflição, o desespero, a loucura, o remorso, a tentação, a luxúria, o desejo, e muitos outros mistérios das trevas da ignorância se fizeram vivos no meu mental: tanto superior quanto inferior. Todo o meu ser imortal foi violado e violentado. O horror de me ver sendo levado pelo próprio senhor dos horrores. O medo do que me aconteceria. A angustia por não saber se voltaria à Luz. A aflição por meu estado enérgico que se enfraquecia a cada instante. O desespero pelas dores horríveis que sentia ao ser torturado cruelmente. A loucura pelas visões horrendas que tive. O remorso ao ter, diante de meus olhos, todos os meus fracassos diante da lei na execução de determinadas tarefas. A tentação, ao ter meu mental inferior ativado ao máximo por aquele que tem a chave de acesso a ele. A luxúria ao dar vazão a tentação, ampliada em muito na sua intensidade. O desejo ao ver, ainda que ilusório, o ser dos meus encantos e desejos.
A tudo eu ouvia, via ou reagia com uma observação apenas: eu sou você e você é parte de mim...
[...] Então, em um último esforço, criei em meu mental o vazio absoluto...
A voz do silêncio... eu tornei a ouvi-la, no meu vazio absoluto, dizendo: “Se você morrer por mim, eu, o seu Criador, irei revivê-lo em mim, pois só eu sou a Vida, o resto é apenas um meio de vida  da Vida. Eu sou a Vida, e quem vive em mim, por mim e para mim, jamais morrerá...
[...] Minha prova havia terminado. Um dia meu ancestral místico me havia dito: “Um dia eu testarei seu amor por mim”. Este havia sido o dia... E foi este amor que me resgatou da queda nas trevas do mental inferior...

No Guardião da Meia Noite a mesma história se passa por outro prisma, no qual é ressaltado o compromisso que todos os guardiões assumem, após a queda do Cavaleiro e sua posterior reencarnação.

No título Guardiões dos Sete PortaisLúcifer-yê aparece muitas vezes como o mistério da ilusão, aquele que abençoa amaldiçoando e que amaldiçoa abençoando, pois se apresenta invertido na criação. Acompanhamos uma luta milenar travada entre o Cavaleiro da Estrela da Guia junto aos Guardiões, contra Lúcifer-yê e os caídos nas trevas humanas. Fica claro, no entanto, que tem uma importância maior a presença de Lúcifer-yê e seu mistério nas faixas negativas.

No Guardião das Sete Encruzilhadas podemos ler as palavras de Lúcifer-yê, em desabafo dirigido ao Criador, a quem ele diz amar, adorar e venerar. Abaixo coloco apenas uma parte de seu “desabafo” de forma editada:

-Por que, meu Senhor? Por que tinhas de me enviar até este abismo da perdição humana?
Por que logo eu, que tanto vos amo, adoro e venero, tinha de ser o escolhido para ser o catalizador, absorvedor e acumulador das energias geradas por todos os espíritos humanos viciados? Por que, meu Senhor? Não vedes que eles, os humanos nunca vão aprender...
[...] Senhor meu, eu vos amo, respeito, adoro e venero, e, no entanto sou tão incompreendido pelos servos do meu irmão do alto! Eles não entendem que se sou como sou é porque assim são os semelhantes deles que não vos amam, veneram, adoram e respeitam, e que por vós são enviados ao meu reino sem luz com todos os vícios humanos, os quais tornam meus domínios depósitos da escória humana. Eles não sabem que só odeio quem vos despreza; só persigo quem se afasta de voz...
[...] Por que vosso servo do alto não diz a eles como realmente sou, quem eu sou e por que sou como sou?

Logo esta representação de Lucifer-yê está distante da tradicional representação católica de “Lucifer” (“O Anjo Caido”, aquele que desafiou Deus, por vaidade, ego e eorgulho).

E agora, quase dez anos depois, com a publicação do recém lançado Cavaleiro do Arco Íris, temos uma conclusão com relação a este mistério na criação, que se revela num diálogo travado entre o Cavaleiro e o “Príncipe das Trevas”, como vemos abaixo:

- Descobriu quem sou eu, Mago da Vida?
- Se não estou enganado, é aquele que chamo de Príncipe das Trevas. Estou certo?
- É assim que me concebe, mago da Vida?
- É assim que o idealizo e concebo, já que reina absoluto nos domínios sóbrios da face escura do Senhor das Trevas.
- Não acha melhor uma concepção menos humana, Mago da Vida?
- Nem pense nisso, Príncipe das Trevas.
- Por que não? Uns me concebem e idealizam como um cão infernal, outros me imaginam como uma hidra ou um dragão, ambos assustadores. Já me idealizaram e conceberam de tantas formas que só a criativa imaginação humana é capaz de tanto, sabe?
- Sei, sim. Por isso o idealizo e o concebo como príncipe, Príncipe das Trevas!
- Tem certeza de que não me prefere como a tenebrosa, assustadora e maldita serpente das trevas , à qual você vinha combatendo desde que se humanizou e idealizou-me e concebeu-me como a traiçoeira e peçonhenta serpente das trevas?
- Nem pense nisso, príncipe! Já chega de combater serpentes.
- Mas foi você mesmo que semeou essa minha concepção no meio humano, Mago da Vida!
- Eu fiz isso?
- Fez, sim.
- Essa não! Deve ter sido por causa dos meus ancestrais irmãos venenosos e traiçoeiros, sabe?
- Eu sei?
- Não sabe?
- Eu deveria saber, Mago da Vida? Afinal, venenosos e traiçoeiros são seus asquerosos irmãos ancestrais, não eu, que só tenho recolhido-os em meus domínios e contido suas iras e fúrias com os tormentos que eles criaram para si mesmos.
- Essa não! Só agora você me revela isso, irmão Príncipe das Trevas?
- O que foi que eu revelei, irmão Mago da Vida?
- Que você assume a condição com a qual o distinguimos em nossa imaginação, e depois plasma o tormento que é em si mesmo, já segundo nossa concepção e idealização. E daí em diante se nos mostra tão tormentoso e assustador como imaginamos que deva ser, oras!
- Você não sabia que eu era, e sou assim?
- Agora sei, irmão Príncipe das Trevas.
- Que Mago da Vida estúpido que você era, não?
- Sem ofensas, príncipe. Não vamos baixar o nível de nossa conversa, certo?
- Tudo bem, Mago. Mas que você foi um estúpido em comparar-me aos seus venenosos e traiçoeiros irmãos ancestrais, isso foi, certo?
- Ponto para você, príncipe. Eu real-mente fui um estúpido quando acreditei que aqueles safados eram você. Mas ago-ra não me enganarão mais, sabe?
- Porque acha que eles não o enganarão, se são uns enganados enganadores?
- Bom, eu já o idealizei e concebi como o Príncipe das Trevas, que aos meus olhos só se mostrará como escuridão, nunca como uma aparência desumana. Portanto se alguma sombra mover-se no meio da escuridão, com certeza não será você porque é ela em si mesmo, e não o que se move dentro dela.
- Que sábia descoberta, Mago da Vida. Já estou deixando de vê-lo como um estúpido e achando-o um sábio.
- Eu, um sábio? Nem pense isso, príncipe. Sou só um modesto aprendiz dos vastos mistérios da Criação. Agora, você sim, é um sábio que tem muito o que me ensinar sobre seus domínios ocultos pela escuridão do seu mistério, que é você em si mesmo.
- Você está me idealizando como um sábio, Mago da Vida?
- Já o idealizei como sapientíssimo Príncipe das Trevas, que certamente me instruirá em como devo proceder com meus astutos, traiçoeiros e venenosos ir-mãos ancestrais que se ocultaram na sua escuridão. Com certeza de agora em diante eles não ficarão invisíveis aos meus olhos porque os diferenciarei de você mesmo, já que você é a escuridão e eles são as sombras ou as formas desumanas que vivem, habitam e se movem em seus domínios. Com certeza caso eu venha a ser confundido por eles, você imediata-mente me alertará e instruirá sobre como proceder em seus domínios e como anular as ações intentadas por eles.
- Essa não, Mago da Vida!!!
- Esse sim, Príncipe das Trevas...
[...] Você disse que me ama e estima, respeita e confia e até me tem na conta de um nobre príncipe!
-  É isso mesmo. Eu descobri sua razão de existir como parte do todo e encontro nobreza no seu modo de atuar, pois não atua de outro modo e forma que não a desejada por quem o idealiza, concebe e concretiza. Só um nobre é tão generoso, e só um concede o que dele desejam, ou estão aptos adquirirem, assumirem e sustentarem. Um nobre não nega algo se o que lhe foi pedido é justo, e não impõe nada a ninguém se for violentar sua natureza ou contraria seus desejos mais íntimos, sabe?
- Agora sei, Mago da Vida. Já estou me sentindo um nobre príncipe regente dos vastos domínios escuros do Senhor da Trevas. E, para ser sincero, até estou me sentindo melhor nessa sua nova idealização e concepção humana do que eu me senti na concepção anterior, quando você me idealizou como uma asquerosa e traiçoeira, venenosa e ardilosa serpente, sabe?
- Agora sei, Príncipe das Trevas!...
[...] - É isso, Mago esclarecido. Eu não tenho a iniciativa em nenhum campo. A mim compete unicamente a reação a todas as iniciativas incorretas. Se uma religião disser que um determinado procedimento é um pecado, quem proceder segundo ela indicou estará pecando e provocará uma reação de minha parte. E se a reação é ir para o purgatório, o pecador irá para o purgatório. Se indicar que deve ir para o inferno, então irá para o inferno. E assim por diante.
Eu sou um mistério que só adquiro existência a partir das ações contrárias à vida. Mas, quando cessam as ações e as causas delas, cessa minha atuação na vida de quem me ativou em sua existência.
- Acho isso tudo de uma lógica e grandeza única, nobre e esclarecedor Príncipe das Trevas.

Este desfecho para as aparições do “Príncipe das Trevas” na obra de Rubens Saraceni, revela algo muito especial no que diz respeito à compreensão dos mistérios, no caso deste em específico e de outros que seguem o mesmo modelo. Creio que algo semelhante se dá com o Mistério Exu, por exemplo, pois quando se concebe Exu como algo positivo ele se mostra de forma positiva, ao concebê-lo de forma negativa ele se mostra de forma negativa. Muitos crêem que Exu deve ser agressivo, falar impropérios e expor as pessoas ao ridículo, o resultado é que muitas entidades assumem esta carapaça para se enquadrar na expectativa de quem o evoca. É claro que nem sempre quem responde a este chamado são as entidades de Lei.
Pelo que entendemos aqui o “Príncipe das Trevas” está muito longe da concepção e idealização do “demônio” católico ou evangélico, portanto que cada um fique com os “demônios” que criaram para si e para suas religiões. Pois o único e verdadeiro demônio em nossas vidas somos nós mesmos quando caminhamos movidos pelo Ego.

No Catolicismo “Lucifer” é o Anjo Caído porque quis ser como Deus, No judaísmo não há um anjo com o nome “Lucifer”, que é latino, uma tradução do romano “Phósforos”, uma divindade, “O Portador da Luz”. No judaísmo Anjo não tem livre arbítrio ele cumpre a vontade de Deus, logo é inconcebível o mesmo se “revoltar”. No Velho Testamento vemos “O Opositor” (Satanás) dialogando com Deus, como velhos amigos a cerca de Jó e o “tentador” cria situações para desviar Jó, tão querido a Deus. Esta é uma das poucas passagens do Antigo Testamento em que aparece “o opositor”, pois nesta realidade pré-cristã Deus faz o bem e faz o mau, se é para matar os Egípcios Ele mesmo mata... mas por meio do “Anjo da Morte” é claro, que não é nenhum demônio apenas está a serviço de Deus.

E voltando ao Anjo Caido, enquanto umbandista me parece uma história bem mal contada, um Anjo, o mais belo, ter sua queda por vaidade? Difícil de crer, mais fácil entender que é mais um mito e tabu católico para evitar de explicar um mistério teológico. No islã “Shaitan”, segundo o Corão teve sua queda por se recusar a abaixar a cabeça para o homem feito de barro, já que ele era um anjo feito do fogo. No mesmo Islã há também os Gênios (djin) que podem ser bons, maus e neutros.

Afinal quem é o demônio em nossas vidas que não nossas vontades e vícios?
Quanto a espíritos obsessores, são o que são, apenas espíritos.

Já “Tronos Opostos” são outro mistério do Criador, não confundir com Orixás Cósmicos, os quais de asentam no embaixo exatamente nos pólos opostos aos 14 Orixás exatamente para absorver nossos vícios nos sete sentidos da vida:

Fanatismo e Ilusão, Ciúmes e Ódio, Soberba e Ignorância, Preconceituosidade (Mediocridade) e Injustiça, Arrogância e Desordem, Imobilidade (acomodação) e Involução, Apatia e Morte.

Somos nós que geramos o vicio e o oposto das virtudes (Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução e Geração) e a função dos Tronos Opostos é atrair os seres “pesados” que carregam seus vícios e absorver os mesmos. São eles O Trono Oposto da Fé, do Amor... e claro Masculino e Feminino. No Livro Orixás Ancestrais considera Lucifer e Lilith como os Tronos Opostos à Oxalá e Logunan (Oyá-Tempo), o que deve ser interpretado também e não levado ao pé da letra, são opostos mas não deixam de ser “Mistérios do Criador”.

Sei que não é fácil entender alguns conceitos, mas temos a eternidade para compreendê-los não é?
P.S. Todos os livros citados de Rubens Saraceni são publicados pela Editora Madras www.madras.com.br

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Iniciação à Escrita Mágica Divina


Apresentação
Amigo leitor, este livro de iniciação à escrita mágica divina é uma abertura parcial de um dos mais fascinantes mistérios da magia simbólica, toda fundamentada em símbolos e signos, muitos deles já conhecidos dos magos e usados por eles desde os primórdios da humanidade.
A magia simbólica sempre foi usada e o simbolismo tem inúmeros livros que procuram decifrar e ensinar seus significados e seus poderes às pessoas que os apreciam e os usam, seja como talismãs protetores ou repulsores de energias negativas e entes trevosos.
Talismãs e pantáculos mágicos sempre foram e sempre serão usados pelas pessoas que crêem nos seus poderes. Mas, um pantáculo não consagrado corretamente às divindades “inscritas” nele com certeza será somente um belo adorno e nada mais.
Cópias modernas de antigos pantáculos mágicos são inoperantes porque estão desconectados das divindades que ativam os símbolos e signos mágicos ou cabalísticos inscritos neles.
Este nosso livro é um início à escrita mágica divina e esperamos que você, amigo leitor, após lê-lo, descortine um pouco do magnífico mistério das antigas escritas mágicas.
Aqui, não terá a palavra final sobre este assunto, complexo e inesgótavel, mas sim apenas um início ao fascinante simbolismo mágico.
Muitos autores já exploraram esse campo da magia e nos trouxeram várias elucidações, úteis e aplicáveis pelas pessoas que recorreram aos seus formulários de magia riscada simbólica.
Neste nosso livro abordamos a origem e a regência de alguns símbolos, signos e mandalas, inclusive ensinamos como usar alguns deles em seu benefício, caso você creia no poder realizador deles, certo?
O mistério das ondas vibratórias transportadoras de energias divinas e cujos “modelos” geram símbolos, signos e mandalas foi aberto para nós por mestre Seiman Hamiser Yê, sendo que em nenhum outro livro de magia riscada simbólica encontrarão algo sobre elas, seja de autores brasileiros ou estrangeiros, já que era assunto fechado do astral superior e era totalmente desconhecido por todos os que usavam a magia riscada ou escrita mágica em seus trabalhos de alta magia ou magia teúrgica.
Pesquisamos dezenas de livros de magia e nenhum deles comenta as ondas vibratórias irradiadas pelas divindades e que se espalham por todo o Universo, ocupando todos os quadrantes da criação divina, infinita em qualquer sentido.
Esperamos que ele seja útil aos apreciadores da simbologia e às pessoas que trabalham com a magia riscada, mas que o seja também a você, amigo leitor, pois em um capítulo especial daremos algumas “magias riscadas” para que você as use em seu benefício.
Tenha uma boa leitura e um bom aprendizado porque as ondas vibratórias comentadas amplamente aqui têm muito a ver com a física quântica e com a “teoria das supercordas”, confirmando o que nos foi dito há muitos anos por um mestre espiritual, quando ele nos disse isto:
— Filhos, a química moderna é a antiga alquimia, e a física moderna é a antiqüíssima magia, assim como a magia riscada é a pura geometria divina, usada pelo Supremo Arquiteto na construção do universo físico e de todas as outras dimensões da vida que são em si verdadeiros universos paralelos ao material.
Comparem os fatores de Deus com as micropartículas e as ondas vibratórias com as “supercordas” e vislumbrem como Deus é infinito em si mesmo e em tudo o que criou para nós.
Introdução
Os Tronos de Deus são as divindades responsáveis pela evolução dos seres, aos quais regem religiosamente, sempre segundo as “feições” humanas que lhes têm sido dadas pelos sacerdotes das muitas religiões já semeadas na face da Terra.
Os Tronos transcendem nossas concepções humanas acerca deles porque são em si mistérios de Deus, sendo que cada um é uma das qualidades D’Ele e atuam em campos específicos da vida dos seres.
Uns são Tronos da Fé, outros são Tronos do Amor, outros são Tronos da Justiça, outros são Tronos da Lei, etc.
Então, temos as hierarquias dos Tronos de Deus, cada uma responsável por um aspecto da criação e por um sentido da vida.
Temos sete hierarquias religiosas muito bem definidas ou sete linhas de ação e reação.
Essas sete irradiações divinas correspondem ao Setenário Sagrado que rege o nosso planeta e suas muitas dimensões da vida aqui existentes, todas elas habitadas por bilhões de seres naturais, não encarnantes, que seguem uma evolução vertical e que nunca são adormecidos e não têm interrupção na aprendizagem, como acontece conosco, os espíritos encarnantes.
Os muitos seres excepcionais que encarnam e fundam religiões aqui no plano material são espíritos que vieram diretamente das hierarquias divinas dos Tronos de Deus, que os enviam à dimensão humana para abrir novas religiões que mudam os nossos conceitos acerca D’Ele e tornam-se vias evolutivas para milhões de espíritos ainda paralisados pelas amarras terrenas, adquiridas quando viveram com intensidade as coisas do mundo material.
Alguns desses seres especiais precisam encarnar algumas vezes até que consigam tornar-se atratores naturais de espíritos. Já outros o conseguem em suas primeiras encarnações, tal como o conseguiram os amados mestres Jesus e Buda.
Mas tudo isso é desconhecido e todos se acham grandes conhecedores de Deus e dos Seus mistérios e vão logo dando suas opiniões, criando seus dogmas e impondo a muitos suas doutrinas e suas concepções pessoais sobre Ele, arvorando-se em Seus intérpretes e Seus representantes únicos aqui no plano material.
Essa é uma vaidade vã e um negativismo bem característico das muitas religiões existentes na face da Terra.
Logo, discutir é perda de tempo e não leva a nada além de um desgaste desnecessário.
Deus é maior que tudo o que possamos imaginar e não é propriedade de ninguém e muito menos dessa ou daquela religião.
O homem nem bem conhece o próprio planeta e muito menos sobre o Universo, que é infinito, como tudo que é criado por Deus, e, no entanto, ousa arvorar-se em Seu intérprete e Seu representante. Vaidade vã!
Nós não nos sentimos donos D’Ele ou de seus mistérios, mas sim, nos reconhecemos como Seus filhos e beneficiários dos Seus mistérios. Por isso, e justamente por isso, temos facilidade em comentar Seus mistérios e Suas divindades e dar uma interpretação abrangente e universalista sobre elas e sobre Ele, o nosso Divino Criador.
Mas isso não nos torna mais sábios ou melhores que ninguém. Apenas somos menos possessivos e dogmáticos, mais abertos aos novos conhecimentos e mais receptivos as revelações transcendentes que nos trazem os mensageiros instrutores.
Assim tem sido e assim sempre será, pois os mensageiros instrutores só procuram quem está aberto às novas revelações e as recebe como dádivas divinas e procuram distribuí-las para seus semelhantes encarnados.
Então, nós, abertos às revelações transcendentes, vamos abrir ao plano material mais alguns dos aspectos da criação divina. E abriremos o mistério da escrita mágica, tão presente na vida dos seres quanto a escrita religiosa (as doutrinas).
A magia é um fenômeno e é um mistério até para os seus praticantes. Mas não será mais após este livro, escrito agora com o consentimento expresso dos Mensageiros Tronos de Deus, os regentes das religiões e das magias.

As Escritas Mágicas do Passado
As escritas mágicas foram desenvolvidas no decorrer dos tempos, e só quem as desenvolveu sabia os significados que tinham e qual a funcionalidade delas dentro de um espaço mágico.
Os fundamentos das magias não são revelados em nenhum dos livros que pesquisei, ainda que travestidos de toda uma aura científica ou de alta magia, na verdade inscreveram letras de antigos alfabetos sem conhecerem as potências divinas correspondentes e sua ação vibratória.
Tudo o que circula na literatura mágica, encontrarão no livro Magus, de Francis Barret. Ele, sim, é um compilador de tudo o que circulava na Europa de então.
O seu livro, publicado pela primeira vez em 1801, foi a fonte de todos os estudiosos desde então, porque reuniu tudo o que existia e facilitou a vida de quantos recorreram a ele.
Transcrevemos aqui, na íntegra, o primeiro parágrafo da introdução da sua edição de 1994, publicada pela editora Mercúrio Ltda.
“Esta é a primeira reimpressão fac-símile, feita neste século, de Magus, de Francis Barret. Durante muitos anos foi um livro raro e caro, um livro que poucos estudantes do ocultismo tinham a possibilidade financeira de colocar em suas estantes e cujo conteúdo é pouco conhecido. Na verdade, ele é pouco conhecido somente na íntegra, pois é difícil um livro ter sido mais pilhado e furtado que este, pelos escritores modernos de assuntos afins, que, desejando engrossar os seus próprios tratados, transcreviam textualmente passagens inteiras da obra de Barret, sem citar a fonte, dando assim a impressão de terem realizado uma profunda pesquisa em textos medievais sobre magia”.
Eis aí a verdade sobre tantos livros de “magia” que não funcionam, pois Barret compilou o que existia, mas não nos transmitiu os fundamentos ocultos, pois estes já haviam se perdido no tempo.
Compilar e mostrar o que existe à disposição do público é algo louvável.
Mas, muitos tentaram, copiando de Barret, criar uma magia riscada desprovida de fundamentos, na qual os signos, símbolos e ondas vibratórias inscritas não correspondiam “de fato” aos seus regentes divinos.
É certo que travestiram seus escritos de um intelectualismo ocultista e deram uma impressão forte de que dominavam realmente um conhecimento oculto. Mas hoje, de posse do livro de Barret, podemos ver que se inspiraram nele, em Papus, em Elifas Levi e outros autores para trazer algo sem fundamento e inoperante, pois as divindades não respondem magisticamente a quem não conhece seus fundamentos e não foi iniciado neles.
Com isso, com toda a confusão criada pelas “magias riscadas” impostas por alguns autores, a simples, prática, funcional e bem-fundamentada escrita mágica foi sendo deixada de lado por muitos adeptos da magia, pois os tais livros traziam coisas diferentes nesse campo da magia.
Eu não fui iniciado nos mistérios maiores dos sagrados Tronos por pessoas, mas sim por espíritos excelsos, aos quais me reporto sempre que tenho dúvidas.
Aqui, terão todo um conhecimento simples, prático e funcional de magia riscada, pois é usada por muitos magos sem que conheçam realmente o mistério das irradiações vivas dos sagrados Tronos de Deus.
No final deste livro, inseriremos algumas páginas da obra de Francis Barret para que vocês vejam um pouco do que ele compilou há dois séculos.
Com isto, acho que terão uma idéia de como a magia escrita se processa e tem se desenvolvido no decorrer dos séculos e através das religiões, pois todas têm o seu lado esotérico ou oculto, somente conhecido por quem o codificou e o desenvolveu, de forma prática e funcional, por meio de processos magísticos.
Aqui, neste livro, vocês não terão acesso às ondas vibratórias, signos e símbolos negativos pertencentes aos regentes dos pólos magnéticos-energéticos-vibratórios opostos ou invertidos, pois há uma proibição expressa da Lei Maior sobre esta “escrita mágica oposta”.
Mas, não tenham dúvida, ela existe e alguns tolos têm usado os restos dela que sobreviveram à grande queda vibratória da humanidade pré-diluviana.
Aqui, somente terão a “magia divina” ou magia dos Sagrados Tronos, riscada ou traçada a partir da inscrição de suas ondas vibratórias, dos seus signos, dos seus símbolos e de suas mandalas.
Tenham uma boa leitura e um bom aprendizado sobre a escrita mágica.
Tronos, os Senhores da Magia Divina
A magia divina é dividida em duas vertentes: uma religiosa e outra energética.
• Na magia religiosa, as divindades naturais são evocadas quando são oferendadas em seus santuários naturais e o ritual é um ato religioso, revestido de preceitos e posturas religiosas por quem a realiza.
• Na magia energética, as divindades são ativadas a partir de uma escrita mágica ou magia riscada e são usados elementos mágicos específicos.
• Na magia religiosa, as velas são usadas para iluminar as oferendas propiciatórias e como sinal de respeito e de reverência para com as divindades às quais elas são consagradas e firmadas.
• Na magia energética, as velas são apenas mais um dos elementos mágicos usados pelo magista e não têm o sentido de iluminar algo, mas sim se destinam a projetar ondas energéticas ígneas que queimarão egrégoras e energias negativas, etc.
Os Tronos são as divindades de Deus que regem a evolução dos seres e formam a classe dos Tronos de Deus.
Eles têm duas hierarquias ou vertentes, sendo uma religiosa e outra mágica.
A vertente religiosa auxilia os seres por meio da fé e dos guia em suas religiosidades, não importando qual é a crença seguida pelas pessoas. Eles transcendem as religiões estabelecidas aqui na Terra e cuidam de todos os seres gerados por Deus, sendo que muitos dos nossos irmãos nunca encarnaram e seguem uma evolução chamada de “vertical” porque nela não existe o deslocamento para o nosso plano material da vida.
Já a vertente magística caminha em paralelo com a vertente religiosa e auxilia os seres por meio de procedimentos mágicos aos quais as pessoas recorrem para a rápida solução de suas dificuldades.
Existem duas magias, sendo que uma é a religiosa e acontece sempre que uma pessoa vai a um santuário natural e a realiza ali, revestindo-a de procedimentos religiosos tal como já comentamos antes.
Quanto à vertente magística, ela tem seus procedimentos próprios e os Tronos têm uma escrita ou grafia específica, também denominada de “magia riscada”, pois é ativada a partir de pontos cabalísticos riscados com o giz ou pemba.
A vertente magística não ativa espíritos, pois é toda energética, magnética e vibratória e são suas irradiações vivas que agem quando eles são ativados magisticamente.
Esta vertente mágica dos Tronos já vem sendo usada desde eras remotas, em que eles eram evocados com outros nomes, associados a divindades de culturas e religiões já extintas na face da Terra.
Toda magia tem que estar associada a alguma divindade. E todas as divindades regentes religiosas provêm das hierarquias dos sete Tronos de Deus, que são os regentes da evolução dos seres.
Os Espaços Mágicos
Os espaços mágicos são fundamentais à magia, e, sem eles muito bem delimitados não haveria magia, mas sim o caos desordenador.
Logo, é fundamental que o mago delimite o espaço onde ativará sua magia, pois dentro dele tudo deverá acontecer.
O mago somente ativa uma magia caso tenha um objetivo em mente. Mas, como fatores impensados podem interferir, então deve criar o espaço mágico e dotá-lo de um campo eletromagnético, energético, vibratório e irradiante que permitirá que suas determinações mágicas se cumpram somente dentro do espaço que criou, pois somente assim o caos não se estabelecerá assim que tudo se iniciar.
Nós sabemos que o espaço religioso dos templos tem uma finalidade análoga, pois o que acontece dentro deles não afeta a vida das pessoas que moram ao seu redor.
Sim, nada do que acontece dentro de um templo extrapola suas paredes físicas e mesmo que alguém more numa casa que tenha uma parede em comum, ainda assim não será afetada pelo que os sacerdotes realizam do outro lado dela.
Sabem por quê?
Não?
Então nós explicamos: é porque todo trabalho religioso, ao ser aberto pelo sacerdote, abre-se em um campo vibratório específico e diferente da vibração comum a todo plano material, que é onde vivem as pessoas.
O plano material é dotado de um magnetismo e de uma vibração só sua e que é comum a toda a humanidade e a todas as criaturas e espécies aqui existentes.
Então, Deus estabeleceu os espaços religiosos, que são os templos. E neles, desde que pertença a uma mesma religião, assim que recebem suas “pedras fundamentais” já se cria uma vibração eletromagnética afim com a da irradiação divina, que lhes dão sustentação.
Saibam que, aqui no plano material, a irradiação divina que dá sustentação à religião católica é a mesma para todas as igrejas, capelas, mosteiros ou conventos católicos.
Mas, se o Catolicismo Apostólico Romano, fundamentado na divindade Jesus, tem sua irradiação específica, os templos da Igreja Ortodoxa Grega também têm suas irradiações específicas, só dela, e que sustentam todos os seus templos, assim como todas as seitas Evangélicas ou Protestantes também têm sua irradiação específica e que somente se abre nos espaços religiosos dos seus templos.
Uma mesma divindade, Jesus Cristo, dá sustentação a esses templos, mas através de três irradiações diferentes que, quando se abrem para o plano material e dentro dos templos que as absorvem, viram e criam espaços religiosos bem definidos e que não se confundem com o das outras religiões que também O cultuam.
• Igreja Romana — Divindade Jesus
• Igreja Ortodoxa — Divindade Jesus
• Protestantismo — Divindade Jesus
Três igrejas, três formas distintas de adorações; três tipos de espaços religiosos fundamentados numa mesma divindade.
Mas ainda temos o espiritismo de Kardec, da mesma forma fundamentado na divindade Jesus, que também irradia uma vibração específica para todos os centros espíritas e que cria, dentro de cada um, um campo eletromagnético que isola seu interior do mundo exterior, dando-lhe proteção durante as sessões espíritas, assim como, impedindo que possíveis desobsessões ou descargas que ali ocorram atravessem suas paredes e venham a interferir na vida dos seus vizinhos.
“Deus é o perfeito e tudo o que cria traz em si Sua perfeição divina”.
Logo, os espaços religiosos são limitados ao interior dos templos das muitas religiões existentes, e cada religião possui seu magnetismo específico, só dela.
• A religião judaica possui seu magnetismo específico e todas as sinagogas têm uma mesma vibração, magnetismo e energia.
• A religião islâmica possui seu magnetismo específico e todas as mesquitas têm uma mesma vibração, magnetismo e energia.
• E o mesmo acontece com todas as demais religiões existentes na face da Terra.
Com isso explicado, então já sabem como são os espaços religiosos e o porquê da existência deles, não?
Sim, senão haveria o caos religioso! Se todos os sacerdotes das muitas religiões existentes evocassem numa mesma vibração religiosa Deus e suas divindades, todos os trabalhos religiosos seriam vulneráveis às projeções mentais contrárias, irradiadas pelos fiéis de uma religião contra os fiéis das outras religiões.
Vocês duvidam?
Pois saibam que cada religião, desde as maiores até as menores e desde as mais antigas até as mais novas, todas chamam para si a posse da procuração dada por Deus para serem as únicas portadoras das verdades divinas reveladas aos homens. E se julgam as únicas a falar em Seu nome, como se Ele não fosse um bem comum a tudo e a todos e se apenas uns poucos tivessem o acesso direto que nos conduz a Ele.
Saibam que o único acesso que nos conduz a Deus está em nós mesmos e é a nossa fé N’Ele. Quanto às religiões, elas são potencializadoras dessa nossa fé porque a intensificam e conduzem muitos numa mesma direção assim que as aceitam como vias evolutivas.
Não há uma religião melhor que as outras, mas, sim, religiões que acolhem em seus espaços religiosos as pessoas que têm afinidades religiosas.
Bem, já têm uma idéia do espaço religioso e do porquê de todos os templos de uma mesma religião terem a mesma vibração, não importando se é um templo novo ou antigo ou se é luxuoso ou humilde.
A divindade é quem estabelece a irradiação que cria os campos eletromagnéticos dentro deles e a vibração interna de todos são iguais.
Com isso esclarecido, então saibam que todas as religiões também têm seus céus e seus umbrais específicos, pois, para umas, certos hábitos humanos são tidos como pecados, e para outras não.
• Vide o monoteísmo judaico e o politeísmo hindu.
• Vide a monogamia cristã e a poligamia islâmica.
Os homens estabelecem a doutrina e determinam a conduta dos fiéis de uma religião, codificando suas leis e determinando o comportamento religioso e civil dos seus seguidores, acolhidos dentro dos espaços religiosos das religiões que criam.
“Que cada um seja recompensado ou punido pelos princípios estabelecidos pelos homens, e que individualizam as religiões criadas por eles”.
Se todas prometem o céu ou ameaçam com o inferno, então isso está implícito a todos os fiéis de todas as religiões existentes na face da Terra. E os caminhos que conduzem a estes dois lados opostos estão dentro dos espaços religiosos de cada uma, pois o seu magnetismo positivo conduzirá para o “alto” (céu) os seus fiéis virtuosos e conduzirá para o “embaixo” (infernos) os não virtuosos.
E cada um encontrará do outro lado da vida aquilo que lhe foi prometido aqui na Terra pelo seu sacerdote.
Agora, no campo de ação da magia, os princípios que a regem são os da Lei Maior e os da Justiça Divina de Deus, dos quais temos pouco conhecimento e aos quais não dominamos, pois escapam ao nosso poder humano. Adaptamo-los ao nosso modo de interpretar as leis divinas porque são princípios universais, comuns a toda a criação divina, que é muito maior que esse nosso pequeno planeta, habitado em seu plano material por nós, os espíritos encarnados, limitados à dimensão humana da vida. E que é apenas uma entre tantas outras existentes aqui mesmo, mas invisíveis à nossa limitada visão materialista.
Saibam que os princípios, dogmas ou leis “humanas” de uma religião somente se aplicam aos seus fiéis e não têm o menor poder sobre a vida e o espírito dos fiéis das outras religiões, assim como não influenciam a vida dos seres que vivem nas outras dimensões da vida, existentes nesse nosso planeta ou em outros, às quais desconhecemos e que desconhecem a nossa.
Já as leis e os princípios da magia são comuns a toda a criação divina, porque seus fundamentos mágicos estão assentados em Deus e nos seus Mistérios Vivos, denominados por nós de “Divindades de Deus”.
Essas divindades de Deus não pertencem a este nosso planeta ou a qualquer outro, pois são comuns a todos e atuam como princípios divinos, em si mesmas, em toda a criação que, se é infinita, está sujeita e é regida pelos mesmos princípios divinos, imutáveis pela nossa vontade humana.
Nós até podemos dar feições humanas a esses princípios divinos para que sejam melhor entendidos. Mas mudá-los nos é impossível.
Deus, na Sua infinita generosidade, concedeu-nos a permissão para “humanizarmos” Seus princípios e Seus mistérios vivos, pois sabe que somente assim — sendo nós, os limitados seres criados por Ele, o Ilimitado e Ilimitável —, podem ser apreendidos pela nossa mente e pela nossa fé.
Mas o Mago deve ter em mente que os princípios e mistérios da magia são comuns a toda a criação divina e a mesma evocação que ativa uma magia aqui no plano material a ativa no plano espiritual, ambos dentro da dimensão humana da vida, assim como a ativa nas outras dimensões da vida existentes dentro desse nosso pequeno planeta. Assim como a ativa em outros planetas e nas suas muitas dimensões.
Se evocarmos o divino Trono da Fé, estaremos evocando o princípio divino que sustenta a fé em Deus e que rege a religiosidade em toda a sua criação, que é infinita. Mas, ao mesmo tempo, estaremos evocando um Mistério Vivo, que é em si mesmo a qualidade religiosa de Deus, comum a toda a Sua criação e presente em toda ela, ainda que se localize em graus vibratórios diferentes ou em diferentes dimensões da vida.
O princípio divino e o Mistério Vivo da Fé em Deus não podem ter uma feição humana, só nossa, porque estão presentes em todo o universo que nos é visível, mas inalcançável, assim como estão presentes nos que nos são invisíveis e sequer podem ser imaginados porque pertencem a outras realidades de Deus, o Ilimitado em todos os sentidos.
O Mago não evoca mistérios divinos limitados a uma religião ou dimensão da vida, seja ela a dimensão humana em suas duas vertentes (a material e a espiritual), ou seja ela uma das sete dimensões elementais básicas, ou seja ela uma das trinta e três dimensões duais, ou seja ela uma das quarenta e nove dimensões encantadas, ou seja ela uma das setenta e sete dimensões naturais da vida (a dimensão humana está inclusa neste número de dimensões naturais).
Se o Mago evocar o divino Trono da Fé, ele estará evocando um Mistério Vivo de Deus que está presente em toda a criação divina e, ao ativar uma magia na sua irradiação divina, estará ativando princípios que têm suas formas de aplicação e que são comuns a todos os seres.
Logo, o Mago não atua igual a um sacerdote, pois este evoca os Mistérios Vivos de Deus, mas limitados pela feição humana que determinou que eles tivessem.
“O sacerdote precisa de valores religiosos bem definidos senão não consegue atrair o seu rebanho de fiéis e colocá-los todos dentro de um mesmo espaço religioso e ter todos sob uma mesma irradiação divina adaptada aos espíritos humanos”.
Já o Mago, este ativa ou desativa as irradiações divinas que são comuns a toda a criação de Deus, e uma magia negativa pode ser desativada por ele, assim como pode ser revertida ou anulada.
Não que um Mago lide com valores superiores, ou seja superior espiritualmente e moralmente a um sacerdote. Apenas os magos lidam, evocam e ativam valores muito mais abrangentes que os dos sacerdotes.
• Os limites dos sacerdotes são os que sua doutrina ensina e estão codificados nos princípios que cultivam e que os diferenciam uns dos outros.
• Os limites dos magos são os da própria criação divina (ilimitados).
Logo, os sacerdotes têm que se ater ao campo de sua religião e, teoricamente, um judeu estará pecando caso evoque Jesus Cristo, pois o judaísmo nega sua divindade.
E um cristão peca caso evoque Buda, pois o cristianismo prega que apenas Jesus conduz o homem até Deus.
As religiões, ao limitarem a fé dos seus fiéis aos seus valores religiosos, limitam a si mesmas e aos seus sacerdotes, sempre preocupados com seus rebanhos e com as investidas dos outros sacerdotes sobre eles. Investidas estas que são vistas com os avanços de demônios que querem destruir sua igreja e dizimar seu rebanho.
Já o Mago não tem essa preocupação, pois sua magia não é cristã, judaica, budista, islâmica, etc., e sim, é a magia divina, comum a todos os seres, a todas as criaturas e a todas as espécies criadas por Deus.
Saibam que o Mago lida com aspectos de caracteres universais e encontrados em todos os quadrantes da criação divina.
O Mago lida com princípios divinos e evoca Mistérios Vivos (Divindades de Deus) comuns a tudo e a todos.
Quando evocamos o divino Trono da Fé, estamos evocando a divindade de Deus que rege sobre a fé e a religiosidade em todos os quadrantes da criação divina.
Ele tanto ampara os Anjos quanto os homens, assim como limita os demônios. E impõe limites a todos porque é em si essa qualidade de Deus (fé e religiosidade), que limita tudo e todos aos seus respectivos campos de atuação, aos seus magnetismos individuais ou comuns a uma mesma classe de seres, e às suas vibrações mentais.
Ele é tão ilimitado no sentido da fé porque é em si essa qualidade de Deus. E, quando o Mago o evoca em sua magia, está evocando um Mistério Vivo, que atua tanto sobre os Anjos como sobre os homens, assim como também atua sobre os demônios.
Logo, o poder dos Anjos, dos homens e dos demônios são limitados aos seus campos de atuações, todos contidos dentro dos limites ilimitados do divino Trono da Fé, que é em Si o Poder, o Princípio e o Mistério Vivo de Deus, que atua em toda a sua criação divina, limitando tudo e todos e colocando cada um no seu respectivo campo religioso dentro do ilimitado campo da fé regido por Ele, o divino Trono da Fé em Deus.
Logo, uma magia negativa será anulada, revertida ou desativada pelo Mago.
Pessoas que lidam apenas com mistérios de grau médio ou menor não são magos na acepção desse nome.
Magos lidam com valores divinos comuns a toda a criação divina e encontrados em todos os quadrantes dos muitos universos de Deus.
Um mago é mago neste planeta e nas suas muitas dimensões da vida, umas paralelas às outras, todas distribuídas verticalmente e com cada uma obedecendo a uma vontade de Deus e seguindo fielmente as suas determinações divinas, mas todas regidas pelos mesmos princípios e Mistérios Vivos emanados por Ele, o nosso Divino Criador.
Um mago é mago neste planeta ou em qualquer quadrante da criação divina, pois é, em si, um ativador de princípios e Mistérios Vivos comuns a toda a criação e que regem tudo e todos.
Por isso, o mago abre em qualquer lugar espaços mágicos dentro dos quais ativa suas magias, podendo abri-los dentro dos espaços religiosos de todas as religiões existentes na face da Terra ou nos santuários naturais das divindades de Deus.
Um mago, se precisar atuar dentro do campo específico de uma divindade, vai até ele, pede a permissão dela e ali, dentro do seu campo religioso natural, ele abre seu espaço mágico e ativa sua magia, que acontecerá naturalmente.
O campo do mago é ilimitado e ele pode atuar nos campos vibratórios de todas as religiões, porque sempre se curva diante de suas divindades regentes, as saúda e as reverencia e depois pede permissão para ativar suas magias, regidas pelos Sete Princípios Divinos e sustentadas pelos Sete Mistérios Vivos de Deus, que são os seus Sete Tronos.
Os Sete Princípios Divinos são estes:
• Princípio da Fé (campo da religiosidade)
• Princípio do Amor (campo da concepção)
• Princípio do Conhecimento (campo do saber)
• Princípio da Justiça (campo do equilíbrio)
• Princípio da Lei (campo da ordenação)
• Princípio da Evolução (campo da transmutação)
• Princípio da Geração (campo da criatividade)
Os sete Tronos de Deus são estes:
• Trono da Fé — rege a religiosidade
• Trono do Amor — rege a união
• Trono do Conhecimento — rege o aprendizado
• Trono da Justiça — rege a razão
• Trono da Lei — rege o caráter
• Trono da Evolução — rege o aperfeiçoamento
• Trono da Geração — rege o criacionismo
Os Sete Princípios acima citados são comuns a toda a criação divina e cada um regula um aspecto da criação divina.
Os Sete Tronos acima citados são os Mistérios Vivos de Deus, e que animam e imantam tudo o que Ele criou porque são em Si mesmos essas qualidades vivas D’Ele, exteriorizadas, cada uma, numa de Suas Sete Divindades.
Cada um destes sete Tronos de Deus tem sua hierarquia de divindades, umas regentes de campos muito grandes, mas, ainda assim, limitados dentro do ilimitado campo de cada um deles.
Todas as divindades geradoras e irradiadoras de fé em Deus estão contidas dentro do campo do divino Trono da Fé e suas irradiações fluem através de seus graus magnéticos específicos. E o mago, antes de evocá-las, deve evocar o divino Trono da Fé para, só então, evocar a divindade em cuja irradiação e campo vibratório irá abrir seu espaço mágico e cujo mistério irá manifestar e atuar especificamente dentro do espaço que o mago abriu. E só realizará o que ele determinar em sua oração mágica.
E o mesmo se aplica aos outros seis Tronos de Deus e aos princípios que os identificam como Mistérios Vivos de Deus.
• Dentro de espaços neutros comuns a todos os seres, criaturas e espécies;
• Dentro de todos os espaços religiosos comuns a todos os fiéis de uma religião;
• Dentro de todos os santuários naturais (da natureza);
• Dentro de todos os lares, locais públicos, lojas comerciais ou estabelecimentos industriais;
Dentro de todos esses espaços, o mago pode abrir um espaço mágico com uma finalidade específica; pode evocar um ou vários Tronos de Deus e as divindades de suas hierarquias e, em sua oração mágica, determinar o que quer que aconteça dentro do espaço mágico que abriu, ou que se realize a partir dele, pois esta é uma atribuição sua.
Um mago somente é limitado por si mesmo, seja pelo seu grau evolutivo, seja pelo seu poder mental ou por sua fé nas suas evocações e determinações mágicas.
Não são poucos os magos que se desvirtuaram e colocaram seus “poderes” a serviço de causas injustas ou a serviço de sua soberbia, cobiça, ambição, inveja ou ira. Mas todos perderam, e sempre perderão, a luz de suas coroas e terão seus símbolos sagrados invertidos, perdendo com essa inversão o poder de evocar as divindades das hierarquias dos sete Tronos de Deus.
Assim, limitam-se a si mesmos e tornam-se escravos dos Mistérios Vivos negativos que regem sobre os aspectos negativos da Criação Divina, que são limitados em si mesmos e somente se exteriorizam caso alguém (ser, criatura ou espécie) os desenvolva em seu íntimo e os alimente com suas vibrações negativas, tais como as de ódio, inveja, cobiça, luxúria, soberbia, exibicionismo, etc.
Esses Mistérios Vivos negativos não têm feições “humanas” pois são, em si, análogos aos sentimentos dos seres que os exteriorizam: são desumanos ou desumanizadores. Muitos os descrevem como bestiais ou demoníacos, infernais mesmo!
Os seres que os exteriorizam são, em si mesmos, os tão temidos portais para as trevas e as sombras difusas da ignorância e da descrença na onipotência, na onipresença, na onisciência e na oniquerência de Deus.
Mas, desses “magos caídos”, que cuidem deles seus desumanos senhores porque o mago não é positivo ou negativo, mas tão-somente um servo de Deus; é um instrumento vivo, ativo e dotado de raciocínio que se consagrou ao serviço dos seus Sete Tronos Divinos e apenas ativa suas magias após evocar Deus e saudá-Lo com amor, fé e reverência.
Este sim é um mago, pois sabe que todo poder emana de Deus e irradia-se para toda a Sua criação por meio dos seus Sete Tronos Divinos.
O verdadeiro mago não diz que é poderoso ou que é ilimitado.
Não. O verdadeiro mago tem consciência de que é um instrumento de Deus, colocado por Ele a serviço de Seus Sete Tronos Divinos e das Divindades que formam suas hierarquias divinas